quinta-feira, 13 de novembro de 2008

End
















Comecemos pela denominação do blog ::: Finito :::
Ja diz muita coisa.
Somos pessoas diferentes. Sem prepotência.
Falando sobre capacidades. Incrivelmente, existe uma enorme capacidade de ver as coisas.
E ver que elas são, o que elas são.
A partir do diagnóstico, posso decidir o que fazer. Ser burra, ou não ser.
Os ignorantes são felizes. Os fingidos, castigados.
Tentar enfeitar com simpatia a minha escrita não está funcionando para mim.
Escrevo para dizer sobre a indiferença, sobre ser indiferente. Sobre achar que uma coisa foi pra alguem, o que também foi para você. Sobre cair no esquecimento e no asco. Sobre amar sem ser amado. Sobre erros que não podemos apagar. Sobre a consequência desses erros. Sobre o pouco caso. Sobre a falta de crença. Sobre dizer a verdade. Sobre hipocrisia. Sobre amor.
Sobre tudo isso, eu queria poder falar com a intensidade que sinto. Mostrar pelos dentes, olhos, pela respiração, pelo suor, pela saliva. Mostrar a força. Como sentir o momento em que Cristian entrega sua musica a Santine. E poder ver cores, olhar no olho. Ela parou com a primeira palavra. É intenso. É triste.
Eu escolhi ser burra, e como consequencia ser castigada. Pela minha própria dor.
Em momento nenhum eu deixei de te amar, e eu te amo. Eu vou, mas vou voltar, e pra ficar, e quando eu voltar, ainda vou está te amando. E não vai haver algo mais forte. Não pra mim.

"this is your song"
com amor.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Você me interessa.



















Daqui desse momento
Do meu olhar pra fora
O mundo é só miragem
A sombra do futuro
A sobra do passado
A sombra é uma paisagem
Quem vai virar o jogo e transformar a perda
Em nossa recompensa
Quando eu olhar pro lado
Eu quero estar cercado só de quem me interessa

Às vezes é um instante
A tarde faz silêncio
O vento sopra a meu favor
Às vezes eu pressinto e é como uma saudade
De um tempo que ainda não passou
Por trás do seu sossego, atraso o meu relógio
Acalmo a minha pressa
Me dá sua palavra
Sussure em meu ouvido
Só o que me interessa

A lógica do vento
O caos do pensamento
A paz na solidão
A órbita do tempo
A pausa do retrato
A voz da intuição
A curva do universo
A fórmula do acaso
O alcance da promessa
O salto do desejo
O agora e o infinito
Só o que me interessa

Por favor, me diz só o que me interessa.

sábado, 18 de outubro de 2008



















Qual a consistencia do amor ? Quais são suas bases ? Seus princípios, meios e fins ?
A textura, o sabor, o cheiro, a imagem e o som. Os meus 5 sentidos são amor. Os meus 5 sentidos são você. Porque eu sei a SUA textura, o SEU sabor, o SEU cheiro, vejo a SUA imagem, e ouço apenas o SEU som. Porque tudo em mim é seu.
Mas eu queria mais, queria materializar, teletransportar, "transatlanticar". Eu queria equalizar você.
A imagem despojada, arrojada, folgada e despreocupada. Um sorriso no rosto, olhos sonolentos, óculos tortos e não importa.
Tudo igual, mas agora importa.
Acaba logo com isso Brena. Chora seus desejos, medos, mágoas, seu amor....
Diz apenas o que quer, mesmo que sejam várias vezes, como agora.
Eu respiro, bebo, vejo, toco, ouço, choro e como você.
Eu te vivo, viva em mim. Com o duplo sentido da frase.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008





















Sim, seria muita pretenção, depois de tanto tempo. Tanta distancia. Tanta coisa má.
Sim, é triste pensar que não é mais pra mim o seu amor devoto, o seu olhar mauzinho, as suas mão quentes.
Sim, é muito egoísmo querer que ainda, depois de tanto tempo e distancia, isso fosse pra mim.
Não. Não vou mentir. Não queria que fosse feliz com outra pessoa, porque queria que fosse feliz comigo.
Porque, eu fui, sou, e só serei feliz com você.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008


Cansada. Casa.
Sozinha. Familia.
Doente. Aconchego.
Saudosa. Olhar.
Ansiosa. Felicidade.
Anti-social. Amigos.
Fotofobia. Os seus óculos.
Enjoos. Tempero.
Saco cheio. Casa.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Fast Car

Depois de duas garrafas de vinho, no caminho de volta, em um mercedes. Com uma pesso agradável, não mais, por ser colega de trabalho. Não mais, por ser quem eu sou agora. Um carro espaçoso, uma noite linda, com céu limpo, lua nova e clara, relativamente fria. O pensamento muito além do que poderia e deveria está. Me apercebi de um som. Nunca tinha ouvido, e acho que nunca ouviria, mas agora não para de rodar e ecoar em meus ouvidos. Ja tinha ouvido antes, mas não assim. Até comentei que parecia com um cantor country que não me lembrava o nome (hoje ja lembro, Alan Janckson) mas se tornou interessante. Marcante. Sorrisos e vinho. Um cigarro. E outro cigarro junto com a promessa de não mais sair comigo, ou conosco melhor dizendo. E a música, e a fala, e a mudança de marcha e o sono e a bebedeira...Seria uma noite e tanto em outros tempo. Mas isso é só uma comparação boba, porque eu não gostaria que fosse uma das minhas noites interessantes, como a dos outros tempo. Não com você. Gosto da noite que tivemos hoje. E gosto de não ter que fazer isso na semana que vem, nem ter que te ligar amanha. E talvez nem te suportar amanha. Distoamos as idéias. Confusões. Gosto de saber que pode não acontecer nunca mais. Que não vou ter que me esforçar pra lembrar qual foi a melhor noite. O melhor jantar, ou vinho (até porque sabemos que este é o Planalto). saber que você pode não mais está presente a qualquer momento (assim como eu) tbm me agrada. Aqui, tudo pode acontecer, não se prenda, mas também não se reprima. Agora escuto a musica do seu carro, com o gosto do vinho e do cigarro rejeitado. Com a lembrança do sorriso e do cabelo tão bonitos.
Não pensei gostar tanto da Austrália. Vou estudar mais sobre isso.

sábado, 13 de setembro de 2008

Minha Neguinha


"Ô minha linda, minha neguinha
O meu café ficou tão sozinho
Os meninos que passam
E olhos sem ter pra quem mostrar

Ô minha linda, minha neguinha
Histórias que eu conto no vento
Eu me sento aqui pra ladainha
Eu me sento aqui avoadinha

Eu guardo no bolso
Eu guardo no bolso as histórias da Dona Sinhá
Mas me falta tu mesmo
E teu jeito de me contar
E eu guardo no bolso
Eu guardo no bolso da Dona Sinhá
Histórias que tu me traz
E as flores começam a girar

O sol se põe na pracinha
E eu me sentei cantando sozinha
O sol se põe lá na pracinha
E eu me sentei sonhando neste mar

O sol se põe lá na pracinha
E eu me sentei cantando sozinha

Eu guardo no bolso
Eu guardo no bolso as histórias da Dona Sinhá
Mas me falta tu mesmo
E teu jeito de me contar
Eu guardo no bolso
Eu guardo no bolso da Dona Sinhá
Histórias que tu me traz"
E as flores começam a girar

segunda-feira, 25 de agosto de 2008


Escolhemos dar um passo, e não outro.
Escolhemos parar um pouco.
E assim vai embora.
Last.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Sobre o céu e eu.


Dissolver-se-ia.
Dissolução do tempo.
Do espaço.
Céu com estrelas de uma cidade apagada.
Uma noite perdida. A via láctea.
Uma noite a sós, num quintal com uma cerveja. o Frio e o abraço. E a via láctea...
Está sempre em todos os lugares. Está mais, e além de mim.
Está ai, aqui e em cada parte do mundo.
Remover-se-ia na escuridão. As velas e o desejo.
Ir para casa. I go home. Sonhos em ingles...Sussurros em francês e a loucura instalou. Mais que um devaneio. Foi sim, e mesmo uma grande loucura. E um beijo na boca, a despedida perfeita. Uma lágrima e o meu bom cheiro de uva. Grape. Wine. Red.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Sobre estar triste


Ele desfez-se em mar.
Sobre estar, ou sobre ser triste ?
Enfim...
Pensei hoje numa colega de trabalho. A Sofia. Ela bem magrinha, e tive vontade de ter a sensação dela ao trabalhar. De sentir a leveza, pra ver se para agachar custava tanto. Se andar parecia tão pesado, como parece tendo o meu corpo. Mas ela se queixa de cansaço como eu.
E pensei: Somos o que somos. Não importa o que faça, ou façam para mudar isso. É mesmo assim. Será um fardo dificil de carregar ? Não sei. A melancolia esteve sempre em mim, não sei o que é sem ela, não faço idéia. Talvez seja tão bom que eu voe, talvez seja normal, ou chato...não sei.
A busca contínua e obsecada pela felicidade. Busca-la vale a pena ? E esperar que ela venha ? O que te deixa mais feliz ?
A esperança. Gostaria que fosse verdade quando eu digo que não a tenho., porque, no fundo eu sempre espero. Esperança alimenta ilusão. Se eu não esperasse viajar em fevereiro, nao teria ficado tão decepcionada. Se eu não tivesse esperanças que minha mãe sobrevivesse, estaria preparada pra surpresa tão maléfica. Enfim...Esperança, ilusão. Tudo na caixa de pandora.
E a caixa de pandora está no Hee Man. Guardada pela feiticeita ou pelo esqueleto. Não me lembro bem, apenas me lembro da discursão. E de chiclete com banana por 8 horas.
Dia 20 de agosto. Pensamento recorrente : "tá acabando, eu aguento." Ah..o verão...se antes eu soubesse...
Tamanha desilusão. Decepção. Eu ainda nem acredito. Quando vi, ainda balancei a cabeça negando tudo isso. Oh ! Ex-melhor amiga, quão curta a memória...quão bom o coração. Qual dos dois ?
Não importa...nem fazia mais sentido mesmo.
Sobre não falar d'ela. Infititos assuntos. Finitas razões.
grandes invenções. Um lugar particular.
O café que desce rasgando para que me mantenha acordada...o sangue no rosto e um papel branco com uma cor tão linda. Um vinho, 2 vinhos e 4 águas...até gosto disso. Gosto de entender de vinhos, acho "digno". Gosto de meninas mais novas, e velhas...Gosto do Filhó e do Diogo.
Tenho medo do futuro, e acredito nele. E de coldplay e decolo. Não gosto de andar, gosto de voar.
Mas dói os ouvidos...tudo tem seu lado ruim. Eu vim como vento, de uma noite de prazer, e você foi com ele. Nem nos despedimos, minha morena. Passei a tarde a desenhar para você e nem nos despedimos, isso pesa. Isso sim pesa. Os caracóis, a pele macia, o pés que ja estavam frios com estrelas na unhas, para nos divertir. A bolsa aquecida. As dores ocultas, calada pela sua voz que se quer balbuciava um substantivo ou um verbo direto que tanto estudamos. O olhar que as vezes se perdia em algum lugar que eu gostaria de ter te acompanhado. Se fosse lindo, para falarmos, se fosse terrível para protejer-nos. A chamada confusa. A segunda chamada e a voz de quem eu não deixei, quando sai. O vinho a meio, o sapato a meio e a lagrima presa. Uma estranha, um amor, as lagrimas soltas. A revolta. O enjoo. O iogurte. A notícia. A confusão. As visitas. A viagem....De lágrimas, eu fiz um mar para navegar. E de mágica, eu dobro a vida em flor.
A despedida. O valor. A irmandade. A lealdade. Isso sim é forte, lealdade. Sou leal e fiel. A minha vida deixada ai. O nascer de uma vida. O viver de duas vidas que estão juntas. A falta de cartão.
Não, nunca vai importar os amores diante disso. A solidão sem você. O medo ausente até me assusta. Quem vai me dizer o que está errado? Quem ? Se você não está comigo, é cuidar de mim. Acredito em nós. Ah, minha leal, meu dragão, minha solidão e meu destino. Morte e vida. Você.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Não diz mais nada. Me deixa chorar.
Me deixa "inventar".
Não há mais o que dizer. Não vale a pena "inventar".
Eu também vejo o que vê.
Não apareço mais. E choro.
Minha doce Amelie.

domingo, 17 de agosto de 2008


Uma lagrima cansada.
Um descontentamento.
Uma decepção.
Um vão.
Muitos nadas.
Uma ligação desfeita.
Outra ligação refeita.
E mais uma ligação desfeita.
Um tormento.
Duas lagrimas cansadas.
Duas vidas cortadas.
Se eu soubesse uma palavra que, ao meu ver, fosse mais forte que dilacerar, eu diria.
Eu sentiria. Rasga. Despedaça. Faz ruir. Desmontar. Destruir. Desligar.
Faz sofrer. E renasce. E morre. E renasce. E torna a morrer. Foi bom. Foi ruim.
Fala. Não fala. Cuida. Adoenta. Adoenta.
Ainda tem mto tempo pra que se case. que ame. e que nao ame mais.
Sorte. Felicidade.
"A gente nasce todo dia, pra viver melhor."
Feliz Ano Velho. Vale a pena ler. Nunca senti uma "bunda" tão bem falada, e um título que eu fosse usar tantas vezes. Pela época, foi quando "Ele chorou". Ou quando a Regan usava aparelhos. Ou qdo eu era responsável por aquilo que eu cativava, e cativei um elefante dentro de uma cobra. Nem mesmo o amor de Simone que nunca li, mas ja o enviei. Sofia que devia ser, e Sofia que é. Sons que não mais ouvi. Cheiros. Pele. Tão meu. E quero cada dia mais meu. Mais meu. Não quero me entristecer com o descrer, com a ironia. Como foi com a Amèlie. Como não falo dela. Não vale a pena me desiludir a cada indicação. Amèlie é minha.
Longe, a seguir, mais longe. E após isso, não mais.
Lágrimas. Soluços. Cansaço.
Estou sonolenta.
Boa noite.
Tchau.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Do desejo do barco, do medo da morte e da rotina do mundo


Ja faz tempo que acordei com um pensamento. Um desejo, uma coisa..Não sei definir bem. Acordei e o primeiro pensamento do dia foi :"um barco, na areia, virado para baixo, nós la dentro e mais nada. Absolutamente nada" Visualizar isso foi bom, foi intenso. Uma areia limpa, um barco pequenino, só dava pra nós, a água fazendo o som que deveria fazer, lento e suave. E o mundo era isso, apenas isso. Eu, você e mais ninguém.
Num outro dia uma coisa nova no meu corpo, e no mesmo instante um desespero para retira-la, nem tão pouco sabia o que era. 4 dias passados e sono perdido. Enfim, ja nao era nada, mas ainda está aqui.
Agora, sonho constantemente com a mesma coisa, o mesmo ser, aqui, ai, no barco, em todo lugar. Os sonhos não chegam a me alimentar, mas me iludem, me trazem dias melhores, respirações profundas, sorrisos, ar, me deixa cheia de ar, o que ultimamente tem sido o que mais me alegra, o ar, tenho me sentido mto sufocada...
Sim. Mais do mesmo no dia, na noite.
Tenho tido uma vida estável, ja nem sei se tenho paciencia e coração para muito tempo.
A televisão me deixou burro, o tempo corre contra mim. Me preocupo com o que está muito distante...Não espero, e talvez nem queira ver-te pra não ser a mais doce, linda e elegante trajédia. A reconstrução.. e vai lá saber das disponibilidades, das vontades..
Eu precisava externar o que aconteceu desde o desejo do barco, porque virou um ofício, um hábito. Talvez agora eu deixe de sonhar, de desejar e possa viver, amar e permitir que me amem. Quem sabe agora eu esteja livre, depois de dizer de todos os meus desejos, os meus medos, os meus dias....As ilusões me fazem sorrir sim, mas são só, são puras e melódicas ilusões..e eu gostava de sorrir com as minhas verdades.
24. Fez um ano, desfez um ano, fez 26, fez o finito ser eternamente finito. Todos os dias acaba, e todos os dias são iguais.
A televisão perturba o meu sono.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Porque eu não vou mais ter paciencia.

Sinceramente.
Não tenho paciência para ser simpática, agradável e sorridente.

sábado, 10 de maio de 2008

Miracle Drug

Isso aqui não quer adicionar imagem.
Ok.
Muito prazer, meu nomé é otário.
Li hoje, e me deu inveja. Vontade de que alguem mostrasse o que não é.
O que deixou de ser. Queria ver alguém de verdade. Ver a verdade de/em alguém.
Não tenho isso. Não sou sincera.
Não gostaria de ser um "super-man" aos olhos de ninguém. Ser quem eu sou ja tem sido mto complicado, desgastante e cansativo, e mudar ? Isso seria ainda pior.
Desejo (no sentido desejado da palavra) desnudar. E ver o nu. Almejo tanto.
Maturidade, amor serio.
hahahaha...ouvindo Toxic - Britney (ou sei la como escreve)
Mas ouvindo uma versão "maravilhosa" Toxic - Yael Naim. Quem ler isso, procure no youtube.
Amor serio. Uma casa pra onde voltar sempre, pertencer e ter. Me sentir inteira. Completa. Segura.
Sim, isso é sobre amor, ou sobre a falta dele.
É piegas, meloso e dramático...enfim...preciso dele.
Isolamento, quarentena por uma doença radioativa de destruição. Eu destruo. Elimino.
Não, não era isso que queria fazer. Talvez tenha visto televisão demais...
Isso que eu quero deve existir no mundo dos sonhos. Do imaginário.
Por isso o tenho.
Tenho uma vida imaginária, e acho que por isso ainda não enlouqueci completamente.
Acho que sou uma pessoa com fortes tendencias à loucura.
Me vejo sempre no limite de um ataque. Me concentro.
É eminente. Acontecerá.

I'm toxic.

terça-feira, 6 de maio de 2008

One more day


É assim. Um dia normal, como nunca foi.
Sem telefonemas por conta da distancia, sem abraços,
sem expectativas. Sem poder pensar que vou almoçar ali, e depois vou fazer aquilo, e mais tarde ainda vou ficar bonita, e logo a noite vou beber com meus amigos, com meus amores...
Os abraços sinceros e intermináveis ficaram onde os deixei, os amores ficaram perto dos abraços, dos beijos carinhosos, dos beijos vermelhos dados na boca, dos cheiros....
Ninguem que me diga "como é seu o meu aniversário"

Parabens pra mim, por ter vivido 23 anos (ainda não são de sonho e de sangue, muito menos de america do sul) Mas 23 anos de coragem.
Parabens pra mim.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Idade Avançada


-Dona Ana, como se diz pinto em russo?
- Hã?
- Pinto (gestos)
- Háááááá...(riso incontido)
- Como é?
- Pula. (eu sei que se pronuncia assim, mas nao se como escreve)
- Agora vou ensinar como fala peito (gestos). É T Ê T A, repete Têta!
- Ahhh..Têta.

Dona Ana ucraniana, de uma docura..è contabilista, veio para portugal porque por causa do filho e do marido. Aqui ela trabalha lavando a louça do restaurante que eu trabalho. Mau fala portugues, mas é terna e engraçada. Ela abraça e beija. E chora porque o filho sente dor nos rins, e porque sente dores por pegar peso no trabalho, e está sempre curvada sobre a pia de lavar.
Entra 10 da manha, mas as 18 ela vai embora. E então só volto a vê-la no dia seguinte, e dizer " Bom dia dona Ana, ta boa?" e fazer os gestos mais inimagináveis pra fazer essa pergunta simples. E no almoço, dá gosto olhar ela comer. Come tão bem, e tanto, e nao tem vergonha, e tem inocencia. Mas ela tbm tem sorte. Tem uma tradutora. Zulfyia, vulgo Sofia, que tbm fala russo e ja está cá tem um bocado de tempo. Traduz tudinho, menos as coisas feias que falamos, mas ai a gnt faz (gestos) e entendemos.
Ai eu boto fé.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Idade Momentânea

"Meu computador...
Ontem eu assisti umas coisas engraçadas.
Espero ser breve hoje, um texto curto.
Poderia ser escrito em ingles, mas não quero, e nem to assim tão podendo, minhas aulas sonhadas estão diminuindo.
Ser breve. Será possivel ?
Tenho uma imensa dificuldade em externar o que habita em mim, por isso os textos, ou as conversas se tornam longas e casativas.
Não sei ser resumida, nem obvia. Gostaria.
Sobre a inconstancia ? Não sei se tenho coisas a falar sobre isso agora. Me pareceu apenas inconstante. Dentro de uma mudança frequente, não há como esperar muita coisa, ou como ser muita coisa. O ideal é que eu fique sempre constante (msm que isso custe) pra que possa recebe-la sempre da mesma forma, porque o inconstante de hoje, é o inflexível de amanha e assim vai.
Verdade. Tudo que disse. Tudo que sinto.
As coisas desandaram um bocado.
Eu nunca mais encontrei a "boa pessoa" pra conversar.
Minto. eu encontrei sim, mas nao quis conversar, e foi bom ela entender. Me confortou.
Me irritou saber que Amy Winehouse vai está no Rock in Rio, ali, pertinho. E eu ainda nao sei quais são as possibilidades, nem sei se elas existem. Mas gostaria mesmo de vê-la, ela logo morre e ai sim nao poderei mais.
O novo trabalho me deixa mais tranquila, porem me cansa.
Gostaria de ganhar no euro milhões e dar uma casa, um carro, uma moto...cada coisa, pra cada dono. E poder viver escrevendo. Ou namorando. Ou trabalhando quando eu quisesse.
De voltar pro Brasil, e buscar Rá pra conhecer a França.
Sonhos, gosto deles. Gosto de dormir. E queria ouvir a musica de Nando que me faz lembrar aquele momento. Queria ver Dedinho.
Queria ficar em casa hoje, e nao ter que ir pra Espanha ficar com cheiro de São João.
Queria um tempo pra conversar com você, não que eu nao queira isso, mas agora, era apenas pra conversar, não queria beijos, nem sexo, nem carne...queria só ouvir uma musica,e conversar. A propósito, eu não gostei de algumas musicas dos Lampironicos. Então eu queria ouvir outra coisa, que tbm não fosse Los Hermanos, podia ser Roberta Sá dizendo que a saudade é de matar...
Ai ai...tomar banho me irrita.
Meu cabelo ressuscitou e me odeia.
Minha pele parece o solo do sertão.
Minhas unhas eu nem olho pra nao chorar.
Meu peito direito ta gigante, e o esquerdo minusculo.
Meu coração ta partido.
Eu estou com preguiça.
"E os olhos não conseguem enxergar"

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

So sweet, my baby.

"Um amor assim delicado"
E como dói. Minha nossa, como dói.
É um corte em um hemofílico.
Já tinha tido vontade de escrever esse dias, mas essa vontade foi apagada por falta de vontade.
Disse que ia escrever sobre uma "boa pessoa", essa inda sem classificação definida, que ia escrever sobre ela, e a teoria da terra de anormais. E sobre a teoria do karma. E por fim, a teoria do caos. Pra falar a verdade, as conversas com ela tem sido as mais prazerosas, e menos obrigatórias. Numa ligação, sem educação, houve o cansaço, no msn, houve a novela. E não há problemas com isso...
Nessa terra de anormais, o que vamos fazer hein ? Fugir pra Shangrilá ? Hoje, perder-me-ia !
Amanha, Espanha. Assim eu consigo fazer o que estou tentando. Tampar, esconder, fechar, esquecer. (E as rimas pobres me ajudam). Mas estou realmente pobre. Pobre de mim, pobre de qualquer outra pessoa, o enriquecimento é lento. Quem sabe Florbela. Quem sabe Lisboa. Quem sabe uma blusa nova ou um pênis. Come on !!
Agora sonho em inglês com uma frequencia assustadora. Mas, o mais legal mesmo, é que eu falo inglês, com um inglês da Inglaterra, que nao existe !!
A parte triste.
Incompetência. Me sinto incompetente naquilo que faço.
Meu cabelo ta horrível. Eu estou ficando mesmo com medo dele. Está querendo me dominar.
Acredito que ele tem vida própria.
O bom de escrever aqui, é que eu posso externar coisas que eu nao falaria pra ninguém. Poder exprimir a dor de ver o que eu não devia ver, não devia para me preservar, para assegurar um dia melhor amanha. Mas algo forte em mim, que me faz querer essas coisas, me faz fazer essas coisas...Eu não sei, realmente não sei...
Eu até queria, mas tenho preguiça de me apaixonar denovo. Não quero começar uma nova relação. Talvez coisas efemeras, ou então um romance de televisão, não é My sweet ?!
Eu só queria não sentir isso, não me sentir idiota, nem psicótica. Nem perseguidora.
O que estou falando?! Controle. Eu preciso de controle.
...apenas acho que sempre amarei.
"Um amor assim delicado"

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008


Quanta novidade, quanto assunto velho e reciclado. Tantas imagens, cores e sons perdidos no tempo, e era bem em vocês que eu pensava. E na vida de nós. Pra quem escrever agora? Quem ver e vê agora. Essa vida de adulto é chata. Mas uma força maior me guia a isso. Quero ouvir Los Hermanos com você. Quero ir pra praia, passar hipoglós até nos cabelos. Quero o melhor abraço, o que você tem guardado, o de saudade. Cansa. Estar longe, cansa. Não conversar, cansa. Não ouvir, cansa...Toque a trombeta e o meu trio metal preferido, chame a Talma e Amarante. Volto todos os dias, as vezes estou mais ai do que em mim. E porque não se junta numa coisa só? Não tem mais graça essa brincadeirinha, nao tem mais graça brincar de passar o tempo com fases e frases inúteis. Com bebidas novas e o tabaco mais barato. Sem um consolo, sem sexo, sem musica e as coisas que eu queria ouvir. Poderiam dizer o que fosse, mimada bla bla bla...mas por uma hora, gostaria de ouvir apenas o que eu gostaria de ouvir. De sentir o perfume de uva, o bafo de cerveja, de estar com ele até ficar estafada, msm que nao demorasse tanto tempo. De voltar pra casa e ter certeza de que tudo está onde eu deixei, e o que restou, alguém recolheu, reciclou e guardou para a posteridade. Ja quis, ja te quis mais, as coisas mudam. Uma pena, uma glória. O tempo. Clichê, mas o tempo. Não me cure de você jamais. O amor mais doce e terno, concetrato, junto numa pessoa só. Você é todas elas juntas num só ser, e ainda bem que nunca nos casaríamos, seria uma catastrófe.
Pela primeira vez eu escrevi, e apaguei 70% do que tinha escrito, hoje estou com uma inclinação pra rimas idiotas. Ouvi uma musica que tinha tempo que nao ouvia, e pra variar, descreveu melhor o que eu, o meu sentimento..."só levo a saudade morena, é tudo que vale a pena". Tem sido o que vale a pena, e talvez nem valha, mas é o que sinto, ja nao choro mais pelos nao posso, ou o depois, ou mais tarde...enfim, o que vou fazer ? Sei bem quem és.
Ai ai ai ai ôiô iôiô...vai duvidar olho que olhou ? lembro tão bem disso.. e me emociona.
Rá, meu amor, meu puro amor, como você tem feito falta aos meus dias, as minhas palavras e cores...
"e mesmo ausente, é doce a sua falta," Dedicaria e cantaria todas as (nossas) musicas pra você.
Monis, "eu leio as suas asas, borboletas" Você é a linda imagem que me atormenta.
Eu nao te vejo a metade do quanto eu quero te ver, nem te sinto, nem te ouço, nem te cheiro...
Normalmente eu perco a fala, tremo, e sinto que estou te amando denovo, e sempre.
Não quero que volte, e nao sei o que quero em relações as memórias...
O mundo é muito mais água do que eu posso beber.
Quanta novidade.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Feijão Verde no Bloco do Eu Sozinho

Meu pés descalços queimam no asfalto.
E queimam sós, e velhos.
Eu imaginei que fosse, e na verdade até sabia que era, tirei o maior proveito que pude durante esse curto período de "nao sei o que", e mesmo, e ainda assim me entristeço e lamento o fim. Ou o "resfriamento" do que estava acontecendo.
Não minto, estava preparada, por isso admiti.
Me sinto assim denovo. Vejo o movimento, vejo o mundo voar ao meu lado, e eu fazendo um esforço surreal para consegui, lentamente tirar as minhas raízes do chão e me mover. Tentar acompanhar o ritmo. As pessoas se mexem, falam, brigam, riem. E eu. Eu nao me interesso por nada disso. Eu nao quero conversar, nao quero rir nem chorar. Mas me diz então, porque me incomoda ver as pessoas interagindo sem mim ?
Sonhei. Sonhei com isso que sonho todos os dias. Acordada. Dormindo. Trabalhando. Comendo. Lembrando.
Os pés estão sós, e todos muito atolados.
Eu também posso dizer o inverso. As pessoas estão atoladas, e eu levitando.
Mas qualquer uma das formar mostra bem que eu sou o vinagre balsamico num copo com azeite. Uma gota separada e misturada.
Os pés, denovo. Gosto que eles fiquem velhos e remendados, com sola fina...Mas quem se importa..são sempre fases.
Fases.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Subtitle


Definição.
A relação entre duas mulheres é um bom perigo a correr. Mulheres são confusas, mas se conhecem. E como acabar com uma relação assim ? Se até pra ir ao banheiro, podemos ir juntas, podemos fazer absolutamente tudo juntas. Torna-se uma relação de dependencia, de amor seguro. E definitivamente, não é. E o pior, quando o amor apaga, quando aparece uma 3ª pessoa, ai sim. Hostilidades, ofenças, e mesmo assim a dependencia. Bleh.
Doença.
O medo de ser abandonado, o nao ter o interesse da companheira, o nao ter uma vizinha lindinha, o nao ter um carinho na nossa sensibilidade.
Lágrima.
A saudade é Brigitte Bardot. O abandono involuntário, e o voluntário também.
Não esta perto da familia, e nao fazer amigos. Viver a vida como tem que ser, cada dor, cada saudade, cada sorriso..atinge e importam apenas a você. Não há com quem compartilhar.
Achar uma segunda"cara metade" em amplos sentidos, é muito mais dificil, porque você passa a exigir mais e mais do outro...e a saudade da sua "metade" só aumenta com as apresentações fracassadas...
"Mas hoje eu só quero chorar como um poeta do passado, mas poeta bom, é poeta morto"
Então onde me encaixo ? Ja perdi a dimensão do objetivo que tinha quando decidi me ausentar de mim...ja me perdi nesse novo lugar...
Desorientação.
Queria um colo, um sorriso, um abraço, um olhar que eu nem precisasse falar, alguém que me levasse a sério, um amor, uma namorada, minha amiga, aquela voz e aquele cheiro...
Definição.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

À Nelson Algren

...mas eu te dou o meu amor, little flower..."
Me perdendo no que escrevo.
Não sei mais o que sinto.
Mentira, eu não sei mais é expressar o que sinto.
Não há verbo, substantivo, adjetivo, não há mais nada que transmita isso. Essa ansiedade. Essa loucura por te ver.
Tenho escrito aqui apenas para você. Mas mesmo que você nao lesse, eu escreveria ainda assim. Não tem como eu guardar tanto sentimento, ele precisa ser escoado, porque ele transborda, mas nao se esgota....tenho sido tanto amor, e vivido tanta solidão...como pode ?
É como se meu coração fosse um copo, com uma fonte incessante e contínua. E tendendo a aumentar. Transborda. Inunda todos os meus órgãos, a minha alma é sua. Meu corpo padece sem o seu toque, meus olhos choram por não te ver...
Tenho sede e fome de você.
Tenho andado distraido, impaciente e indeciso. Só nao estou confusa.
Amor, meu grande amor...
Uma coisa que nao cabe em mim.
Pensando bem, falamos da mesma coisa, por outro angulo.
Uma saudade, um pesar, um lamento...
Como dói, no meu peito, seu gosto, é bem do jeito que eu gosto..
Mesmo mudando de angulo, as coisa ainda são as mesma.
Com amor,
Sua Simone

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Paris

Tempo passa, passa o tempo.
Ontem mesmo tava comentando com alguem que eu amo muito sobre a relatividade do tempo.
Aqui pra mim o tempo passa extremamente devagar, e ligeiramente rápido.
Assim, pensando, estou fora a 6 meses. E olhando pra trás, passou rápido, olhando pra frente, sei que também passará rápido, mas cada dia, cada segunda, terça, quarta...nossa, demoram uma infinita eternidade para passar. Enfim, só me resta paciencia. Obstinação. Preciso me centrar pra fazer passar logo o que tem que passar.
Penso em ir no fim do ano, mas isso é muito incerto, quem vai saber o que acontece daqui até lá. Tanta gente, pouca gente. Tanta sobra na minha falta. Um amor que eu não sei no que vai dar...É sim, esse amor. O seu amor. Esse que conhece, que afaga, e que está distante. O que será de mim com ou sem ele ? O que fará de mim, e o que fará mais em mim ? Penso no reencontro, seria bom se fosse imediato, se fosse amanha que eu pudesse aparecer por ali, com um sorriso timido e recolhido pelos meu erros, poder abraçar e marcar pra mais tarde, em sua casa, pra uma conversa, ou pra tomar uma coca-cola...seria bom. Desejo. Parece assim que nao tenho uma outra vida, que tem sido dolorosa, conflituosa e torta. Uma teia. Uma aranha.
O tempo passa. Nao pára, e nem tão pouco volta...e se voltasse ? Eu faria diferente ? Faria apenas com vc, mas nao vou pensar quais seriam as diferenças...
Ai...estou cansada, vc demora de vir. E até inspiração eu ja inventei pra te esperar hoje...

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

O lado esquerdo da vida


Eu vivo sempre do lado esquerdo.
Olho sempre pro lado esquerdo.
Andei de trem. E foi legal. Eu nunca tinha entrado num antes, mas o cheiro era familiar, o cheiro que sentia do lado de fora da janela também, parecia óleo queimado e flores unidos numa molécula só.
Eu pensei na minha infancia, nos vagões abandonados da cidade que eu vivia, nas brincadeiras, nos fantasmas e camisinha que a gnt achava, junto as galinhas pretas dos despachos que faziam por lá.
Mas andar dentro de um deles nao tem nada a ver com o que vivi com um trem antes.
Foi apenas uma hora, uma hora de lados esquerdos, sirenes, mata seca, flores, árvores e laranjeiras...Me lembrei também do bairro das laranjeiras, e do all star....
Voltei pro trem. Eu nao enjoei. Eu nem vi o tempo passar pra ser sincera, apenas acompanhava as estações. Cacela, Tavira, Fuseta, Castro Marin, Monte Gordo.
E pensava no momento em que eu disse tchau.
E quantas vezes mais diria tchau? Quantas vezes mais eu passaria e não ficaria?
Quantas vezes eu me expulsaria?
O som.
O som do trem, o passar de cada vagão pelos trilhos. É legal. Nao parece com além do som de vagões em trilhos.
E balança, um balanço regular.
Um balanço esquerdo.
Agora eu posso explicar porque só eu sinto essas coisas, vejo essas belezas, e porque é como se eu vivesse e vesse sozinha, é pq eu vejo do lado esquedo. Do peito.

sábado, 19 de janeiro de 2008

Give me your love

Estranha. Acordei querendo estar só.
Acordei sem paciencia para nada, nem para ninguem.
E eu chorei. Chorei de medo. Chorei de solidão. Chorei de saudade. Chorei de amor.
E só uma lagrima desceu, eu precisava fazer outras coisas, não tinha o luxo do tempo pra chorar.
Nao tinha a alegria da solidão.
Passou. Conformidade.
Gente louca.
E eu gritei, e me arrependi.
Me desculpei.
Mas nao tive paciencia.
Nao quero mais te-la.
Se, seu eu piscar tudo some...fecho o olhos, agora.
Eu ouvi o "silencio de um retrato", e consigo ainda me lembrar de tudo em volta. de cada voz,
dos sons, das cores que nao ficaram gravadas no papel.
Queria passar a tarde sozinha, ouvindo e escrevendo, e no inicio da noite, te ver e sorrir,
pra enfim fecha mesmo, os meus olhos...

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Sexo

Será que esse título vai condizer com o texto ? Nao me interessa, assim se torna mais interessante.
Gosto de sexo. Quando dois corpos estão juntos, desde fora de casa, mas estão se desejando, estão se chamando. As roupas pouco importam, o nú também não influencia.
É isso. É o sexo. O sexo sem toques é magnífico. Enlouquecedor...
O que importa?
Com quem se faz sexo.
Tem que sentir amor no prazer, e sim, prazer no amor...amar.
O amor do sexo, o amor com o sexo, o amor no sexo !
Agora deixa de ser sexo, vira amor, se transforma em "fazer amor", em ser amor. Assim, sem enfase, porque "ser amor" é o que é. É o que devia ser. É o que eu queria ser.
Eu amo. Eu faço amor.
As vezes por telepatia...
Eu preciso dizer que não foi mais uma, quando eu, me despí de todo o meu "eu" pra me mostrar, para me apresentar. Eu sei que sou quem eu sou, e sei que sabe também.
E agora ja não é mais sexo..é o antigo desejo inebriante do domínio...ai coisa boa...
A cena:
Pouca luz, olhos,
Vinho, pernas,
Fumaça, mãos,
Taças, boca,
Garrafa, toque,
Olhares, desejos, beijos...
Dominação. Expiação.
Gosto, mas nao quero mais ser isso aí...
De repente, uma propulsão de letras, frases, nao consigo ordenar...agora sái tudo assim misturado.
Espero que nao gaste.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Porque era ela, porque er a eu


Preciso escrever duas coisas. E preciso urgente.
Mas porque nao consigo ? O que ta me faltando, ou me sobrando ? Sem inspiração...bleh...
Até agora ja nao consigo escrever.
Vai ver que é fogo, pelo princípio disso.
Vai ver que é pra vc ler.
Vai ver que é pra que ninguem leia.
Minhas mãos estão horríveis. Minha pele seca.
Meu nariz e orelhas estão gelados.
Nao falo outra língua.
Nem falo, pra ser sincera.
Curioso, ja nem sou curiosa.
Sou aquilo que busquei. O que queria ser.
Talvez a mulher...Bom..as mulheres...me dou bem com elas, até certo ponto. Não sei o que há em mim que me leva apenas até o "certo ponto"...São todas (ou quase) todas irresistíveis, merecedoras, apaixonantes e apaixonadas...e eu as amo. Amo. Amo como o que sinto ao ver o chão irregular por baixo da água. Amo qdo olho a antena da tv do vizinho....Minhas mulheres, minhas todas mulheres...Um descoberta, uma vulgaridade, uma loucura, um perfume inebriante, uma superação...e uma...oculta..rsrsrs! Bobagem isso. Nao é o que pensa-se, nem o que eu mesma pensaria se lesse isso. Nao é "ocultismo". É amor entregue, declarado. É ela.
"Porque era ela, porque era eu", aí sim, uma outra ela...
Minhas elas. Minha falta de sentido.
"Eu gosto é do inacabado..."
Talvez seja mentira...

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Inalgurando o inacabado.
A imagem nao convém, o texto, provavelmente, menos ainda.
As palavras estão cansadas, e cada vez mais inacabadas.
Hoje me senti estranha, primeiro achei que estava triste.
E depois percebi que nao era.
Achei depois que estava irritada.
Mas me via tão calma.
Feliz eu nao pensei ...
Fiquei um bocado de tempo tentando denominar o que eu sentia, ou nao sentia.
E descobri um imenso, um imerso vazio em mim.
Como se eu me afogasse nele, e ele se afogasse em mim.
Um imerso do imerso.
Foi estranho. Diferente. Novo. E mau, ou mal, nao sei.
As coincidencias ou acasos estão me divertindo. Na maioria das vezes, elas são musicais.
Mas mesmo assim me divertem um outro bocado.
Um estabilidade estranha e nova tbm.
Um morno que me incomoda.
Quero mais pimenta.
Quero mais vida.
Mais, mais, mais...
Sempre você.