terça-feira, 16 de setembro de 2008

Fast Car

Depois de duas garrafas de vinho, no caminho de volta, em um mercedes. Com uma pesso agradável, não mais, por ser colega de trabalho. Não mais, por ser quem eu sou agora. Um carro espaçoso, uma noite linda, com céu limpo, lua nova e clara, relativamente fria. O pensamento muito além do que poderia e deveria está. Me apercebi de um som. Nunca tinha ouvido, e acho que nunca ouviria, mas agora não para de rodar e ecoar em meus ouvidos. Ja tinha ouvido antes, mas não assim. Até comentei que parecia com um cantor country que não me lembrava o nome (hoje ja lembro, Alan Janckson) mas se tornou interessante. Marcante. Sorrisos e vinho. Um cigarro. E outro cigarro junto com a promessa de não mais sair comigo, ou conosco melhor dizendo. E a música, e a fala, e a mudança de marcha e o sono e a bebedeira...Seria uma noite e tanto em outros tempo. Mas isso é só uma comparação boba, porque eu não gostaria que fosse uma das minhas noites interessantes, como a dos outros tempo. Não com você. Gosto da noite que tivemos hoje. E gosto de não ter que fazer isso na semana que vem, nem ter que te ligar amanha. E talvez nem te suportar amanha. Distoamos as idéias. Confusões. Gosto de saber que pode não acontecer nunca mais. Que não vou ter que me esforçar pra lembrar qual foi a melhor noite. O melhor jantar, ou vinho (até porque sabemos que este é o Planalto). saber que você pode não mais está presente a qualquer momento (assim como eu) tbm me agrada. Aqui, tudo pode acontecer, não se prenda, mas também não se reprima. Agora escuto a musica do seu carro, com o gosto do vinho e do cigarro rejeitado. Com a lembrança do sorriso e do cabelo tão bonitos.
Não pensei gostar tanto da Austrália. Vou estudar mais sobre isso.

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