segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Não diz mais nada. Me deixa chorar.
Me deixa "inventar".
Não há mais o que dizer. Não vale a pena "inventar".
Eu também vejo o que vê.
Não apareço mais. E choro.
Minha doce Amelie.

domingo, 17 de agosto de 2008


Uma lagrima cansada.
Um descontentamento.
Uma decepção.
Um vão.
Muitos nadas.
Uma ligação desfeita.
Outra ligação refeita.
E mais uma ligação desfeita.
Um tormento.
Duas lagrimas cansadas.
Duas vidas cortadas.
Se eu soubesse uma palavra que, ao meu ver, fosse mais forte que dilacerar, eu diria.
Eu sentiria. Rasga. Despedaça. Faz ruir. Desmontar. Destruir. Desligar.
Faz sofrer. E renasce. E morre. E renasce. E torna a morrer. Foi bom. Foi ruim.
Fala. Não fala. Cuida. Adoenta. Adoenta.
Ainda tem mto tempo pra que se case. que ame. e que nao ame mais.
Sorte. Felicidade.
"A gente nasce todo dia, pra viver melhor."
Feliz Ano Velho. Vale a pena ler. Nunca senti uma "bunda" tão bem falada, e um título que eu fosse usar tantas vezes. Pela época, foi quando "Ele chorou". Ou quando a Regan usava aparelhos. Ou qdo eu era responsável por aquilo que eu cativava, e cativei um elefante dentro de uma cobra. Nem mesmo o amor de Simone que nunca li, mas ja o enviei. Sofia que devia ser, e Sofia que é. Sons que não mais ouvi. Cheiros. Pele. Tão meu. E quero cada dia mais meu. Mais meu. Não quero me entristecer com o descrer, com a ironia. Como foi com a Amèlie. Como não falo dela. Não vale a pena me desiludir a cada indicação. Amèlie é minha.
Longe, a seguir, mais longe. E após isso, não mais.
Lágrimas. Soluços. Cansaço.
Estou sonolenta.
Boa noite.
Tchau.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Do desejo do barco, do medo da morte e da rotina do mundo


Ja faz tempo que acordei com um pensamento. Um desejo, uma coisa..Não sei definir bem. Acordei e o primeiro pensamento do dia foi :"um barco, na areia, virado para baixo, nós la dentro e mais nada. Absolutamente nada" Visualizar isso foi bom, foi intenso. Uma areia limpa, um barco pequenino, só dava pra nós, a água fazendo o som que deveria fazer, lento e suave. E o mundo era isso, apenas isso. Eu, você e mais ninguém.
Num outro dia uma coisa nova no meu corpo, e no mesmo instante um desespero para retira-la, nem tão pouco sabia o que era. 4 dias passados e sono perdido. Enfim, ja nao era nada, mas ainda está aqui.
Agora, sonho constantemente com a mesma coisa, o mesmo ser, aqui, ai, no barco, em todo lugar. Os sonhos não chegam a me alimentar, mas me iludem, me trazem dias melhores, respirações profundas, sorrisos, ar, me deixa cheia de ar, o que ultimamente tem sido o que mais me alegra, o ar, tenho me sentido mto sufocada...
Sim. Mais do mesmo no dia, na noite.
Tenho tido uma vida estável, ja nem sei se tenho paciencia e coração para muito tempo.
A televisão me deixou burro, o tempo corre contra mim. Me preocupo com o que está muito distante...Não espero, e talvez nem queira ver-te pra não ser a mais doce, linda e elegante trajédia. A reconstrução.. e vai lá saber das disponibilidades, das vontades..
Eu precisava externar o que aconteceu desde o desejo do barco, porque virou um ofício, um hábito. Talvez agora eu deixe de sonhar, de desejar e possa viver, amar e permitir que me amem. Quem sabe agora eu esteja livre, depois de dizer de todos os meus desejos, os meus medos, os meus dias....As ilusões me fazem sorrir sim, mas são só, são puras e melódicas ilusões..e eu gostava de sorrir com as minhas verdades.
24. Fez um ano, desfez um ano, fez 26, fez o finito ser eternamente finito. Todos os dias acaba, e todos os dias são iguais.
A televisão perturba o meu sono.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Porque eu não vou mais ter paciencia.

Sinceramente.
Não tenho paciência para ser simpática, agradável e sorridente.

sábado, 10 de maio de 2008

Miracle Drug

Isso aqui não quer adicionar imagem.
Ok.
Muito prazer, meu nomé é otário.
Li hoje, e me deu inveja. Vontade de que alguem mostrasse o que não é.
O que deixou de ser. Queria ver alguém de verdade. Ver a verdade de/em alguém.
Não tenho isso. Não sou sincera.
Não gostaria de ser um "super-man" aos olhos de ninguém. Ser quem eu sou ja tem sido mto complicado, desgastante e cansativo, e mudar ? Isso seria ainda pior.
Desejo (no sentido desejado da palavra) desnudar. E ver o nu. Almejo tanto.
Maturidade, amor serio.
hahahaha...ouvindo Toxic - Britney (ou sei la como escreve)
Mas ouvindo uma versão "maravilhosa" Toxic - Yael Naim. Quem ler isso, procure no youtube.
Amor serio. Uma casa pra onde voltar sempre, pertencer e ter. Me sentir inteira. Completa. Segura.
Sim, isso é sobre amor, ou sobre a falta dele.
É piegas, meloso e dramático...enfim...preciso dele.
Isolamento, quarentena por uma doença radioativa de destruição. Eu destruo. Elimino.
Não, não era isso que queria fazer. Talvez tenha visto televisão demais...
Isso que eu quero deve existir no mundo dos sonhos. Do imaginário.
Por isso o tenho.
Tenho uma vida imaginária, e acho que por isso ainda não enlouqueci completamente.
Acho que sou uma pessoa com fortes tendencias à loucura.
Me vejo sempre no limite de um ataque. Me concentro.
É eminente. Acontecerá.

I'm toxic.

terça-feira, 6 de maio de 2008

One more day


É assim. Um dia normal, como nunca foi.
Sem telefonemas por conta da distancia, sem abraços,
sem expectativas. Sem poder pensar que vou almoçar ali, e depois vou fazer aquilo, e mais tarde ainda vou ficar bonita, e logo a noite vou beber com meus amigos, com meus amores...
Os abraços sinceros e intermináveis ficaram onde os deixei, os amores ficaram perto dos abraços, dos beijos carinhosos, dos beijos vermelhos dados na boca, dos cheiros....
Ninguem que me diga "como é seu o meu aniversário"

Parabens pra mim, por ter vivido 23 anos (ainda não são de sonho e de sangue, muito menos de america do sul) Mas 23 anos de coragem.
Parabens pra mim.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Idade Avançada


-Dona Ana, como se diz pinto em russo?
- Hã?
- Pinto (gestos)
- Háááááá...(riso incontido)
- Como é?
- Pula. (eu sei que se pronuncia assim, mas nao se como escreve)
- Agora vou ensinar como fala peito (gestos). É T Ê T A, repete Têta!
- Ahhh..Têta.

Dona Ana ucraniana, de uma docura..è contabilista, veio para portugal porque por causa do filho e do marido. Aqui ela trabalha lavando a louça do restaurante que eu trabalho. Mau fala portugues, mas é terna e engraçada. Ela abraça e beija. E chora porque o filho sente dor nos rins, e porque sente dores por pegar peso no trabalho, e está sempre curvada sobre a pia de lavar.
Entra 10 da manha, mas as 18 ela vai embora. E então só volto a vê-la no dia seguinte, e dizer " Bom dia dona Ana, ta boa?" e fazer os gestos mais inimagináveis pra fazer essa pergunta simples. E no almoço, dá gosto olhar ela comer. Come tão bem, e tanto, e nao tem vergonha, e tem inocencia. Mas ela tbm tem sorte. Tem uma tradutora. Zulfyia, vulgo Sofia, que tbm fala russo e ja está cá tem um bocado de tempo. Traduz tudinho, menos as coisas feias que falamos, mas ai a gnt faz (gestos) e entendemos.
Ai eu boto fé.