terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Subtitle


Definição.
A relação entre duas mulheres é um bom perigo a correr. Mulheres são confusas, mas se conhecem. E como acabar com uma relação assim ? Se até pra ir ao banheiro, podemos ir juntas, podemos fazer absolutamente tudo juntas. Torna-se uma relação de dependencia, de amor seguro. E definitivamente, não é. E o pior, quando o amor apaga, quando aparece uma 3ª pessoa, ai sim. Hostilidades, ofenças, e mesmo assim a dependencia. Bleh.
Doença.
O medo de ser abandonado, o nao ter o interesse da companheira, o nao ter uma vizinha lindinha, o nao ter um carinho na nossa sensibilidade.
Lágrima.
A saudade é Brigitte Bardot. O abandono involuntário, e o voluntário também.
Não esta perto da familia, e nao fazer amigos. Viver a vida como tem que ser, cada dor, cada saudade, cada sorriso..atinge e importam apenas a você. Não há com quem compartilhar.
Achar uma segunda"cara metade" em amplos sentidos, é muito mais dificil, porque você passa a exigir mais e mais do outro...e a saudade da sua "metade" só aumenta com as apresentações fracassadas...
"Mas hoje eu só quero chorar como um poeta do passado, mas poeta bom, é poeta morto"
Então onde me encaixo ? Ja perdi a dimensão do objetivo que tinha quando decidi me ausentar de mim...ja me perdi nesse novo lugar...
Desorientação.
Queria um colo, um sorriso, um abraço, um olhar que eu nem precisasse falar, alguém que me levasse a sério, um amor, uma namorada, minha amiga, aquela voz e aquele cheiro...
Definição.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

À Nelson Algren

...mas eu te dou o meu amor, little flower..."
Me perdendo no que escrevo.
Não sei mais o que sinto.
Mentira, eu não sei mais é expressar o que sinto.
Não há verbo, substantivo, adjetivo, não há mais nada que transmita isso. Essa ansiedade. Essa loucura por te ver.
Tenho escrito aqui apenas para você. Mas mesmo que você nao lesse, eu escreveria ainda assim. Não tem como eu guardar tanto sentimento, ele precisa ser escoado, porque ele transborda, mas nao se esgota....tenho sido tanto amor, e vivido tanta solidão...como pode ?
É como se meu coração fosse um copo, com uma fonte incessante e contínua. E tendendo a aumentar. Transborda. Inunda todos os meus órgãos, a minha alma é sua. Meu corpo padece sem o seu toque, meus olhos choram por não te ver...
Tenho sede e fome de você.
Tenho andado distraido, impaciente e indeciso. Só nao estou confusa.
Amor, meu grande amor...
Uma coisa que nao cabe em mim.
Pensando bem, falamos da mesma coisa, por outro angulo.
Uma saudade, um pesar, um lamento...
Como dói, no meu peito, seu gosto, é bem do jeito que eu gosto..
Mesmo mudando de angulo, as coisa ainda são as mesma.
Com amor,
Sua Simone

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Paris

Tempo passa, passa o tempo.
Ontem mesmo tava comentando com alguem que eu amo muito sobre a relatividade do tempo.
Aqui pra mim o tempo passa extremamente devagar, e ligeiramente rápido.
Assim, pensando, estou fora a 6 meses. E olhando pra trás, passou rápido, olhando pra frente, sei que também passará rápido, mas cada dia, cada segunda, terça, quarta...nossa, demoram uma infinita eternidade para passar. Enfim, só me resta paciencia. Obstinação. Preciso me centrar pra fazer passar logo o que tem que passar.
Penso em ir no fim do ano, mas isso é muito incerto, quem vai saber o que acontece daqui até lá. Tanta gente, pouca gente. Tanta sobra na minha falta. Um amor que eu não sei no que vai dar...É sim, esse amor. O seu amor. Esse que conhece, que afaga, e que está distante. O que será de mim com ou sem ele ? O que fará de mim, e o que fará mais em mim ? Penso no reencontro, seria bom se fosse imediato, se fosse amanha que eu pudesse aparecer por ali, com um sorriso timido e recolhido pelos meu erros, poder abraçar e marcar pra mais tarde, em sua casa, pra uma conversa, ou pra tomar uma coca-cola...seria bom. Desejo. Parece assim que nao tenho uma outra vida, que tem sido dolorosa, conflituosa e torta. Uma teia. Uma aranha.
O tempo passa. Nao pára, e nem tão pouco volta...e se voltasse ? Eu faria diferente ? Faria apenas com vc, mas nao vou pensar quais seriam as diferenças...
Ai...estou cansada, vc demora de vir. E até inspiração eu ja inventei pra te esperar hoje...

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

O lado esquerdo da vida


Eu vivo sempre do lado esquerdo.
Olho sempre pro lado esquerdo.
Andei de trem. E foi legal. Eu nunca tinha entrado num antes, mas o cheiro era familiar, o cheiro que sentia do lado de fora da janela também, parecia óleo queimado e flores unidos numa molécula só.
Eu pensei na minha infancia, nos vagões abandonados da cidade que eu vivia, nas brincadeiras, nos fantasmas e camisinha que a gnt achava, junto as galinhas pretas dos despachos que faziam por lá.
Mas andar dentro de um deles nao tem nada a ver com o que vivi com um trem antes.
Foi apenas uma hora, uma hora de lados esquerdos, sirenes, mata seca, flores, árvores e laranjeiras...Me lembrei também do bairro das laranjeiras, e do all star....
Voltei pro trem. Eu nao enjoei. Eu nem vi o tempo passar pra ser sincera, apenas acompanhava as estações. Cacela, Tavira, Fuseta, Castro Marin, Monte Gordo.
E pensava no momento em que eu disse tchau.
E quantas vezes mais diria tchau? Quantas vezes mais eu passaria e não ficaria?
Quantas vezes eu me expulsaria?
O som.
O som do trem, o passar de cada vagão pelos trilhos. É legal. Nao parece com além do som de vagões em trilhos.
E balança, um balanço regular.
Um balanço esquerdo.
Agora eu posso explicar porque só eu sinto essas coisas, vejo essas belezas, e porque é como se eu vivesse e vesse sozinha, é pq eu vejo do lado esquedo. Do peito.

sábado, 19 de janeiro de 2008

Give me your love

Estranha. Acordei querendo estar só.
Acordei sem paciencia para nada, nem para ninguem.
E eu chorei. Chorei de medo. Chorei de solidão. Chorei de saudade. Chorei de amor.
E só uma lagrima desceu, eu precisava fazer outras coisas, não tinha o luxo do tempo pra chorar.
Nao tinha a alegria da solidão.
Passou. Conformidade.
Gente louca.
E eu gritei, e me arrependi.
Me desculpei.
Mas nao tive paciencia.
Nao quero mais te-la.
Se, seu eu piscar tudo some...fecho o olhos, agora.
Eu ouvi o "silencio de um retrato", e consigo ainda me lembrar de tudo em volta. de cada voz,
dos sons, das cores que nao ficaram gravadas no papel.
Queria passar a tarde sozinha, ouvindo e escrevendo, e no inicio da noite, te ver e sorrir,
pra enfim fecha mesmo, os meus olhos...

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Sexo

Será que esse título vai condizer com o texto ? Nao me interessa, assim se torna mais interessante.
Gosto de sexo. Quando dois corpos estão juntos, desde fora de casa, mas estão se desejando, estão se chamando. As roupas pouco importam, o nú também não influencia.
É isso. É o sexo. O sexo sem toques é magnífico. Enlouquecedor...
O que importa?
Com quem se faz sexo.
Tem que sentir amor no prazer, e sim, prazer no amor...amar.
O amor do sexo, o amor com o sexo, o amor no sexo !
Agora deixa de ser sexo, vira amor, se transforma em "fazer amor", em ser amor. Assim, sem enfase, porque "ser amor" é o que é. É o que devia ser. É o que eu queria ser.
Eu amo. Eu faço amor.
As vezes por telepatia...
Eu preciso dizer que não foi mais uma, quando eu, me despí de todo o meu "eu" pra me mostrar, para me apresentar. Eu sei que sou quem eu sou, e sei que sabe também.
E agora ja não é mais sexo..é o antigo desejo inebriante do domínio...ai coisa boa...
A cena:
Pouca luz, olhos,
Vinho, pernas,
Fumaça, mãos,
Taças, boca,
Garrafa, toque,
Olhares, desejos, beijos...
Dominação. Expiação.
Gosto, mas nao quero mais ser isso aí...
De repente, uma propulsão de letras, frases, nao consigo ordenar...agora sái tudo assim misturado.
Espero que nao gaste.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Porque era ela, porque er a eu


Preciso escrever duas coisas. E preciso urgente.
Mas porque nao consigo ? O que ta me faltando, ou me sobrando ? Sem inspiração...bleh...
Até agora ja nao consigo escrever.
Vai ver que é fogo, pelo princípio disso.
Vai ver que é pra vc ler.
Vai ver que é pra que ninguem leia.
Minhas mãos estão horríveis. Minha pele seca.
Meu nariz e orelhas estão gelados.
Nao falo outra língua.
Nem falo, pra ser sincera.
Curioso, ja nem sou curiosa.
Sou aquilo que busquei. O que queria ser.
Talvez a mulher...Bom..as mulheres...me dou bem com elas, até certo ponto. Não sei o que há em mim que me leva apenas até o "certo ponto"...São todas (ou quase) todas irresistíveis, merecedoras, apaixonantes e apaixonadas...e eu as amo. Amo. Amo como o que sinto ao ver o chão irregular por baixo da água. Amo qdo olho a antena da tv do vizinho....Minhas mulheres, minhas todas mulheres...Um descoberta, uma vulgaridade, uma loucura, um perfume inebriante, uma superação...e uma...oculta..rsrsrs! Bobagem isso. Nao é o que pensa-se, nem o que eu mesma pensaria se lesse isso. Nao é "ocultismo". É amor entregue, declarado. É ela.
"Porque era ela, porque era eu", aí sim, uma outra ela...
Minhas elas. Minha falta de sentido.
"Eu gosto é do inacabado..."
Talvez seja mentira...

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Inalgurando o inacabado.
A imagem nao convém, o texto, provavelmente, menos ainda.
As palavras estão cansadas, e cada vez mais inacabadas.
Hoje me senti estranha, primeiro achei que estava triste.
E depois percebi que nao era.
Achei depois que estava irritada.
Mas me via tão calma.
Feliz eu nao pensei ...
Fiquei um bocado de tempo tentando denominar o que eu sentia, ou nao sentia.
E descobri um imenso, um imerso vazio em mim.
Como se eu me afogasse nele, e ele se afogasse em mim.
Um imerso do imerso.
Foi estranho. Diferente. Novo. E mau, ou mal, nao sei.
As coincidencias ou acasos estão me divertindo. Na maioria das vezes, elas são musicais.
Mas mesmo assim me divertem um outro bocado.
Um estabilidade estranha e nova tbm.
Um morno que me incomoda.
Quero mais pimenta.
Quero mais vida.
Mais, mais, mais...
Sempre você.