segunda-feira, 25 de agosto de 2008


Escolhemos dar um passo, e não outro.
Escolhemos parar um pouco.
E assim vai embora.
Last.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Sobre o céu e eu.


Dissolver-se-ia.
Dissolução do tempo.
Do espaço.
Céu com estrelas de uma cidade apagada.
Uma noite perdida. A via láctea.
Uma noite a sós, num quintal com uma cerveja. o Frio e o abraço. E a via láctea...
Está sempre em todos os lugares. Está mais, e além de mim.
Está ai, aqui e em cada parte do mundo.
Remover-se-ia na escuridão. As velas e o desejo.
Ir para casa. I go home. Sonhos em ingles...Sussurros em francês e a loucura instalou. Mais que um devaneio. Foi sim, e mesmo uma grande loucura. E um beijo na boca, a despedida perfeita. Uma lágrima e o meu bom cheiro de uva. Grape. Wine. Red.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Sobre estar triste


Ele desfez-se em mar.
Sobre estar, ou sobre ser triste ?
Enfim...
Pensei hoje numa colega de trabalho. A Sofia. Ela bem magrinha, e tive vontade de ter a sensação dela ao trabalhar. De sentir a leveza, pra ver se para agachar custava tanto. Se andar parecia tão pesado, como parece tendo o meu corpo. Mas ela se queixa de cansaço como eu.
E pensei: Somos o que somos. Não importa o que faça, ou façam para mudar isso. É mesmo assim. Será um fardo dificil de carregar ? Não sei. A melancolia esteve sempre em mim, não sei o que é sem ela, não faço idéia. Talvez seja tão bom que eu voe, talvez seja normal, ou chato...não sei.
A busca contínua e obsecada pela felicidade. Busca-la vale a pena ? E esperar que ela venha ? O que te deixa mais feliz ?
A esperança. Gostaria que fosse verdade quando eu digo que não a tenho., porque, no fundo eu sempre espero. Esperança alimenta ilusão. Se eu não esperasse viajar em fevereiro, nao teria ficado tão decepcionada. Se eu não tivesse esperanças que minha mãe sobrevivesse, estaria preparada pra surpresa tão maléfica. Enfim...Esperança, ilusão. Tudo na caixa de pandora.
E a caixa de pandora está no Hee Man. Guardada pela feiticeita ou pelo esqueleto. Não me lembro bem, apenas me lembro da discursão. E de chiclete com banana por 8 horas.
Dia 20 de agosto. Pensamento recorrente : "tá acabando, eu aguento." Ah..o verão...se antes eu soubesse...
Tamanha desilusão. Decepção. Eu ainda nem acredito. Quando vi, ainda balancei a cabeça negando tudo isso. Oh ! Ex-melhor amiga, quão curta a memória...quão bom o coração. Qual dos dois ?
Não importa...nem fazia mais sentido mesmo.
Sobre não falar d'ela. Infititos assuntos. Finitas razões.
grandes invenções. Um lugar particular.
O café que desce rasgando para que me mantenha acordada...o sangue no rosto e um papel branco com uma cor tão linda. Um vinho, 2 vinhos e 4 águas...até gosto disso. Gosto de entender de vinhos, acho "digno". Gosto de meninas mais novas, e velhas...Gosto do Filhó e do Diogo.
Tenho medo do futuro, e acredito nele. E de coldplay e decolo. Não gosto de andar, gosto de voar.
Mas dói os ouvidos...tudo tem seu lado ruim. Eu vim como vento, de uma noite de prazer, e você foi com ele. Nem nos despedimos, minha morena. Passei a tarde a desenhar para você e nem nos despedimos, isso pesa. Isso sim pesa. Os caracóis, a pele macia, o pés que ja estavam frios com estrelas na unhas, para nos divertir. A bolsa aquecida. As dores ocultas, calada pela sua voz que se quer balbuciava um substantivo ou um verbo direto que tanto estudamos. O olhar que as vezes se perdia em algum lugar que eu gostaria de ter te acompanhado. Se fosse lindo, para falarmos, se fosse terrível para protejer-nos. A chamada confusa. A segunda chamada e a voz de quem eu não deixei, quando sai. O vinho a meio, o sapato a meio e a lagrima presa. Uma estranha, um amor, as lagrimas soltas. A revolta. O enjoo. O iogurte. A notícia. A confusão. As visitas. A viagem....De lágrimas, eu fiz um mar para navegar. E de mágica, eu dobro a vida em flor.
A despedida. O valor. A irmandade. A lealdade. Isso sim é forte, lealdade. Sou leal e fiel. A minha vida deixada ai. O nascer de uma vida. O viver de duas vidas que estão juntas. A falta de cartão.
Não, nunca vai importar os amores diante disso. A solidão sem você. O medo ausente até me assusta. Quem vai me dizer o que está errado? Quem ? Se você não está comigo, é cuidar de mim. Acredito em nós. Ah, minha leal, meu dragão, minha solidão e meu destino. Morte e vida. Você.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Não diz mais nada. Me deixa chorar.
Me deixa "inventar".
Não há mais o que dizer. Não vale a pena "inventar".
Eu também vejo o que vê.
Não apareço mais. E choro.
Minha doce Amelie.

domingo, 17 de agosto de 2008


Uma lagrima cansada.
Um descontentamento.
Uma decepção.
Um vão.
Muitos nadas.
Uma ligação desfeita.
Outra ligação refeita.
E mais uma ligação desfeita.
Um tormento.
Duas lagrimas cansadas.
Duas vidas cortadas.
Se eu soubesse uma palavra que, ao meu ver, fosse mais forte que dilacerar, eu diria.
Eu sentiria. Rasga. Despedaça. Faz ruir. Desmontar. Destruir. Desligar.
Faz sofrer. E renasce. E morre. E renasce. E torna a morrer. Foi bom. Foi ruim.
Fala. Não fala. Cuida. Adoenta. Adoenta.
Ainda tem mto tempo pra que se case. que ame. e que nao ame mais.
Sorte. Felicidade.
"A gente nasce todo dia, pra viver melhor."
Feliz Ano Velho. Vale a pena ler. Nunca senti uma "bunda" tão bem falada, e um título que eu fosse usar tantas vezes. Pela época, foi quando "Ele chorou". Ou quando a Regan usava aparelhos. Ou qdo eu era responsável por aquilo que eu cativava, e cativei um elefante dentro de uma cobra. Nem mesmo o amor de Simone que nunca li, mas ja o enviei. Sofia que devia ser, e Sofia que é. Sons que não mais ouvi. Cheiros. Pele. Tão meu. E quero cada dia mais meu. Mais meu. Não quero me entristecer com o descrer, com a ironia. Como foi com a Amèlie. Como não falo dela. Não vale a pena me desiludir a cada indicação. Amèlie é minha.
Longe, a seguir, mais longe. E após isso, não mais.
Lágrimas. Soluços. Cansaço.
Estou sonolenta.
Boa noite.
Tchau.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Do desejo do barco, do medo da morte e da rotina do mundo


Ja faz tempo que acordei com um pensamento. Um desejo, uma coisa..Não sei definir bem. Acordei e o primeiro pensamento do dia foi :"um barco, na areia, virado para baixo, nós la dentro e mais nada. Absolutamente nada" Visualizar isso foi bom, foi intenso. Uma areia limpa, um barco pequenino, só dava pra nós, a água fazendo o som que deveria fazer, lento e suave. E o mundo era isso, apenas isso. Eu, você e mais ninguém.
Num outro dia uma coisa nova no meu corpo, e no mesmo instante um desespero para retira-la, nem tão pouco sabia o que era. 4 dias passados e sono perdido. Enfim, ja nao era nada, mas ainda está aqui.
Agora, sonho constantemente com a mesma coisa, o mesmo ser, aqui, ai, no barco, em todo lugar. Os sonhos não chegam a me alimentar, mas me iludem, me trazem dias melhores, respirações profundas, sorrisos, ar, me deixa cheia de ar, o que ultimamente tem sido o que mais me alegra, o ar, tenho me sentido mto sufocada...
Sim. Mais do mesmo no dia, na noite.
Tenho tido uma vida estável, ja nem sei se tenho paciencia e coração para muito tempo.
A televisão me deixou burro, o tempo corre contra mim. Me preocupo com o que está muito distante...Não espero, e talvez nem queira ver-te pra não ser a mais doce, linda e elegante trajédia. A reconstrução.. e vai lá saber das disponibilidades, das vontades..
Eu precisava externar o que aconteceu desde o desejo do barco, porque virou um ofício, um hábito. Talvez agora eu deixe de sonhar, de desejar e possa viver, amar e permitir que me amem. Quem sabe agora eu esteja livre, depois de dizer de todos os meus desejos, os meus medos, os meus dias....As ilusões me fazem sorrir sim, mas são só, são puras e melódicas ilusões..e eu gostava de sorrir com as minhas verdades.
24. Fez um ano, desfez um ano, fez 26, fez o finito ser eternamente finito. Todos os dias acaba, e todos os dias são iguais.
A televisão perturba o meu sono.